Não sei em que época você lerá esse artigo.

Estamos em Abril de 2021. Já há um ano e dois meses sofrendo as duras consequências do impacto da Covid-19 em todos os sentidos.

Tivemos uma ligeira desaceleração na taxa de crescimento da Pandemia, e só isso, num mar de tantas notícias ruins já gera uma pequena esperança.

Mas os números ainda continuam altíssimos e penosos demais.

Não é preciso dizer que além de todas as perdas de vidas humanas de valor inestimável, o baque da economia também foi devastador.

A grande maioria das empresas, hoje já se sente satisfeita simplesmente por continuar existindo, mantendo as portas abertas (ou ao menos os deliveries ativos), enquanto muitas sucumbiram.

E o que pode contribuir para a sobrevivência dos negócios?

Vamos sugerir duas alternativas. Uma baseada num conceito do passado (nem por isto superado) e outra contemporânea, pregada pelos Millennials.

Do Passado: Seleção Natural de Charles Darwin

A tônica da Teoria da Evolução de Darwin publicada em 1858, é o conceito da “Seleção Natural”.

Segundo seus estudos, quando há uma limitação de disponibilidade de recursos, os indivíduos precisam disputar esses recursos de forma direta ou indireta, para garantir a sua sobrevivência e perpetuação.

E ao contrário do senso comum, quem venceria essa batalha não seria o indivíduo mais forte ou o mais inteligente e sim o que melhor se adapta às mudanças.

Percebe que o que se popularizou nos últimos tempos como “se reinventar”, nada mais é do que uma versão atualizada deste conceito?

A ideia central aqui é de que forma você pode se adaptar para continuar atendendo seus clientes, de forma eficiente e produtiva, apesar das limitações. E ainda gerando renda suficiente para que você possa passar (e quem sabe até prosperar) mesmo nesse ambiente de crise?

Do Presente: Conceito da Economia Compartilhada dos Millennials

Millennial

Você já deve ter ouvido falar que temos muito o que aprender com os mais velhos. Mas nesse caso vamos mostrar que também temos muito o que aprender com os mais novos.

A Economia Compartilhada prega o uso de recursos já existentes. Ou seja, ao invés de investir na compra de um bem de uso particular, faça uso de um bem compartilhado.

É o conceito do “Pay per Use”, ou seja, pague pelo uso, não pela posse do bem.

Os Millennials são muito mais resolvidos com a questão do desapego do conceito de propriedade.

Um exemplo: eu tenho necessidade de me locomover, mas não de possuir um automóvel.

Como alternativa (e já como exemplo de negócios baseados na economia compartilhada): eu posso contratar um motorista de aplicativo que disponibiliza a ele próprio e ao seu veículo para resolver esta necessidade.

Ou posso simplesmente locar um carro de outro particular por hora para esse mesmo fim.

Fora que os Millennials são muito mais sensíveis às questões ambientais.

O uso de recursos compartilhados gera um consumo consciente, já que impacta na produção de novos itens, reduzindo o consumo de matérias primas e energias não renováveis, com reflexos positivos para o meio ambiente.

De que forma esses dois conceitos impactam no negócio da saúde em momentos de crise?

Esses dois conceitos foram utilizados para mostrar um caminho de sobrevivência, adaptação e até, por que não, de prosperidade em momentos de crise nos negócios relacionados à saúde.

Vamos dar um exemplo prático para que possa entender melhor como poderia se reinventar e pegar carona na tendência da Economia Compartilhada para superar desafios.

Investimentos relacionados a montagem de um Consultório Odontológico

Hoje para montar um consultório odontológico pequeno você investirá em torno de R$ 50 mil. É claro que este valor pode variar de região para região e dependendo do nível ou composição dos equipamentos envolvidos.

Mas é um valor bem aproximado da realidade nos grandes centros urbanos.

Além deste custo inicial, você ainda precisará ter um imóvel adequado às suas necessidades. Isso implica em número de salas, banheiros, instalações elétricas e hidráulicas compatíveis, etc.

O consultório precisa ser adequadamente mobiliado e decorado.

Esse consultório também precisa estar localizado em um ponto comercial de fácil acesso, com bom fluxo de circulação, com segurança e conveniências (estacionamento, acessibilidade, etc).

Você precisará fazer uma locação (ou compra do imóvel). No caso de locação (mais comum), será um contrato de longo prazo (30 meses), que implicará na apresentação de um avalista ou seguro fiança, seguro do imóvel, taxa de condomínio e IPTU.

Você também precisará contratar uma recepcionista e uma diarista. E além disso terá despesas mensais de energia elétrica, água, internet, material de limpeza, material de escritório, insumos de copa, insumos odontológicos, contador, taxas e impostos.

E você também precisará investir minimamente em marketing. Produzindo cartões de visita, folders, anunciando seu consultório em veículos locais, desenvolvendo presença online, etc.

E entenda que a grande maioria dessas despesas são fixas. Ou seja, elas incorrerão caso você tenha ou não consultas agendadas (caso esteja ou não faturando com seu consultório).

Numa situação de crise, em que o volume de atendimentos cai e portanto o seu rendimento, percebe o custo que toda essa estrutura impactará no seu orçamento?

Solução de Reinvenção: Opte por um Coworking Médico.

De que forma então você pode se reinventar para se manter em períodos de crise?

Você pode diminuir custos fixos e usar seus recursos para melhorar como profissional.

Você realmente precisa de um consultório próprio, com possibilidade de passar a maior parte do tempo fechado para existir como profissional? Será que não é apenas uma vaidade pessoal?

Afinal o que tem de se destacar, de sobressair não é o seu consultório. É você.

Se você optar por investir em você mesmo com formação acadêmica, certificações e especializações para diversificar serviços, ao invés de imobilizar o seu capital em um imóvel, você certamente se destacará da concorrência.

Até porque os clientes estão comprando a sua expertise profissional. Não um ambiente personalizado.

Optando por um Coworking Médico, você fica mais leve, porque pode se livrar das despesas fixas.

Vantagens do Coworking Médico

Gerenciando bem o seu contrato num coworking médico, você será capaz de ter apenas despesas variáveis, ou seja, apenas quando utilizar.

Neste caso então a despesa só ocorre quando há receita efetiva, equilibrando seu fluxo de caixa.

Todas as despesas fixas citadas acima, ficam por conta do Coworking.

Você terá uma estrutura pronta, equipada, mobiliada, decorada e abastecida para o seu uso imediato.

Não terá de contratar colaboradores, nem se preocupar com reposição de insumos.

Terá muito mais flexibilidade para contratar um plano que supra suas necessidades, das mais básicas até as mais completas com soluções de marketing e tecnologia que extrapolam o ambiente do Coworking.

E pelo tempo que preferir, de forma prática e sem burocracias.

A receita para superar momentos de crise é se concentrar no essencial e no que você pode controlar. E ter flexibilidade para se adaptar ao que não pode controlar.

Quem sabe não sai uma limonada?